Morreu-me a caneta

Pen and paper for writing

Numa certa noite, durante um momento de lucidez, convencido, comecei a escrever. Duas miseráveis frases saíram e diluíram a inspiração ilusória que caíra sobre mim. O azul da caneta, marcado sobre um papel branco, um pouco sujo, parece guardar nele uma espécie de promessa incumprida. As últimas palavras, já com pouca tinta, reflectem a falsidade das musas do momento. Morreu-me a caneta … Em considerações que poderiam ter sido felizes a caneta abandonou-me e eu abandonei-me a mim. Veio um sono pesado, e decidir ir dormir.

(a ironia de ter escrito este texto num teclado de telemóvel…)